Os arquitetos cariocas Miguel Pinto Guimarães e Sergio Conde Caldas têm cada um o seu próprio escritórios, mas já realizaram alguns projetos em comum. A parceria acabou virando um empreendimento, a Opy (fala-se Opan). A palavra, em tupi guarani, é usada para nomear a principal casa da aldeia indígena, onde as pessoas se encontram.

O primeiro projeto da nova empresa é o Opy.ará (ará significa tempo) e será lançado nesta quinta-feira, na Galeria Lurixs, na Rua Dias Ferreira, no Leblon. São oito casas de alto luxo em um terreno no Alto Jardim Botânico (uma raridade, segundo eles).

Projeto de uma das casas do Opy.ará

As casas têm reaproveitamento da água da chuva para o jardim, energia solar, ambientes amplos, cozinha integrada e suíte do casal com dois banheiros e dois closets, além de muitos outros detalhes. “A sustentabilidade é algo milenar, é a base da boa arquitetura”, diz Miguel. “A arquitetura brasileira, tanto indígena quanto colonial portuguesa e modernista, resolveu as questões de iluminação e ventilação natural. A partir do pós-modernismo, a gente veio a negar isso”, completa Sergio.

Para o lançamento, eles criaram uma exposição bem lúdica, com imagens das casas e desenhos da dupla, além de maquetes. Também terá uma mostra de obras de arte relacionadas à arquitetura com curadoria do artista plástico Raul Mourão. Ambas ficam em cartaz até o dia 14.

Miguel Pinto Guimarães e Sergio Conde Caldas

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